sexta-feira, 7 de outubro de 2011

DIÁRIO DE UMA BAD GIRL (3ª TEMPORADA) - 6

Sexta-feira, 09 de Outubro de 2011

Querido Diário Macabro:
Nem olhei pra cara da tal Márcia.
Não. Olhei nos olhos de Ross, procurando um sinal, uma pista sobre o que estava acontecendo.
Mas ele parecia normal.
Respirei fundo.
- Ross, posso falar com você? Só um segundinho?
Ele troca um rápido olhar com Márcia, depois me encara de novo.
- Claro.
Deixamos Selena e aquela vaca de lado e fomos até um banco perto do muro, onde ninguém iria nos ouvir se falássemos em um tom baixo.
- Tá legal. – Começo. – O que tá pegando?
Ele me encara, parecendo confuso.
- Ah... Nada. Stacy... Eu achei que a carta esclareceria. Eu vou embora logo, mas antes Márcia e eu resolvemos dar um tempo em Fatalville...
Olhei para ele e quase ri histericamente. Que papo é esse?
Apertei a mão de Ross, olhando-o nos olhos. Mas ele a retirou, quase como se houvesse se espantado com o meu toque frio.
- Poxa vida... – Sussurro.
Em seguida, pulo pra cima dele, agarrando-o pela jaqueta.
- Olá, Scorpion ou quem quer que tenha colocado um chip ou microfone no meu namorado! – Grito, sem me preocupar com as pessoas que poderiam estar ouvindo. – Eu sei que é armação! Sei que Ross nunca me deixaria!
Eu ia dizer mais algumas coisas, só que Ross não deixou. Ele me empurrou e se levantou, assustado.
- O que você está fazendo, garota?
Escutei risos e olhei em volta.
Vários alunos haviam acompanhado a cena.
Ross também percebeu, e ao invés de disfarçar, exclamou:
- Aceite que levou um fora, Noiva do Demônio!
A gargalhada foi geral.
Ele abraçou Márcia novamente e os dois seguiram para o corredor, sem olhar pra trás.

***
- Nunca fui tão humilhada! – Sussurrei para Selly, hoje quando entramos na sala para a aula de história.
Segui para o meu lugar no fundo da sala, ouvindo os risinhos e cochichos na sala de aula.
- Relaxa, Stacy. – Pede Selena.
Olho pra ela e quase sinto pena, já que, mesmo com a escola inteira falando de mim, graças à história do “chip” e do “microfone” ter se espalhado, era Selly que se preocupava com a imagem social.
- Eu sempre achei ela tão esquisita! – Diz a menina que senta na minha frente para a sua vizinha, se referindo a mim, tão baixo que eu consigo escutar.
- Total! – Responde a outra. – Não é a toa que levou um fora. Ele é um gatinho...
Coloco meus fones de ouvido com rock no último volume (Make Me Wanna Die, da Taylor Momsen) ou então seria difícil segurar a barra.
De qualquer forma, eu já havia me decidido em me mandar no horário do almoço depois que escutei a aposta que os caras da primeira aula estavam fazendo: se Ross e eu já tínhamos transado ou não.
Humilhação... Humilhação... Humilhação...
Naquela escola as pessoas não gostavam de mim, mas antes do “último escândalo da Noiva do Demônio”, se contentavam em me ignorar.
No almoço, peguei minha garrafa térmica contendo sangue animal, e me dirigia para a mesa onde estavam Courtney e Selly, quando dei de cara com Márcia.
Fiz uma careta.
- Vaza, boneca de vodu.
Ela sorriu.
- Com prazer. – Responde, dando um tapa no meu braço.
Claro que não doeu, mas ela me pegou desprevenida: a garrafa térmica caiu no chão e quebrou, deixando o sangue vazar.
Pouca gente teria percebido, se a vadia não começasse a gritar:
- Meu Deus! Isso é sangue?
O refeitório todo parou, e todo mundo olhou.
 - Não! – Grito, alarmada. – Qual é, é só suco.
Claro que ninguém me deu atenção.
- Que horror! – Continuou a ordinárrria. – Ela bebe sangue!
E o que aconteceu?
Alguém gritou:
- Noiva do Demônio!
E várias outras vozes repetiram o meu “doce apelido”. Logo, a escola inteira era um coral:
- Noiva do Demônio! Noiva do Demônio!
 A diretora chegou, tentando acalmar os alunos, que gritavam sem parar.
Mas tudo o que eu consegui fazer foi correr, correr o mais depressa possível dali.

***
Entrei em casa como um furacão, fiz uma rápida ligação e depois me atirei no sofá. Meus pais não estavam, o que era bom. Eu precisava pensar.
Não estava chorando, ou desesperada.
Aquele pessoal da escola não passa de um bando de Babuínos Bobões Balbuciando em Bando (É... Vi isso em um dos filmes do Harry Potter) e, se eu quisesse, apareceria de madrugada para cada um deles, e então eles veriam que eu não sou a Noiva do Demônio: Sou o próprio.
Mas o que me intrigava era Ross: eu tinha certeza absoluta de que nada daquilo era verdade. É armação pura.
Tá na cara.
E eu tenho uma hipótese...
Selena e Courtney bateram na porta, desesperadas. Mas eu estava ok.
- Stacy, eles são horríveis... – Dizia Selena, sem parar.
- E o Ross... – Começou Courtney. – Como ele está saindo com aquela baixinha que se veste mal, do nada?
- Ele não está saindo com ela! – Digo, apressadamente. – Pelo menos, não por vontade própria.
Courtney revira os olhos.
- Pelo amor, heim, Stacy? Ela está obrigando ele?
Troco um olhar discreto com Selena. Courtney não sabe de algumas coisas...
- É complicado. – Digo. – Mas nós vamos descobrir. Vou precisar da ajuda de vocês.
Quando Selena ia perguntar que diabo eu estava tramando, a campainha tocou.
- Ah, nosso reforço chegou! – Exclamo, abrindo a porta.
André entrou sorrindo satisfeito, e dando uma piscadela para Courtney.
- E então? Qual é o plano do Esquadrão Ricce de Espionagem de Namorados?

CONTINUA

4 comentários:

  1. nossa eu adorei isso de escrever uma serie no blog...

    vou ler des de a primeira.

    ^^

    ate masi

    ass: luciano

    http://luciano-aod.blogspot.com/

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  2. Pq a Stacy não matou aquela Marcia?
    E pôxa coitado do André ele sempre tá lá pra ajudar ( apesar de ser galinha)e ninguem da bola pra ele e nó final ele sempre acaba sozinho :(

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  3. Amei pena que ela ñ acabou com a rasa da baixinha!
    Amei,amei,amei...

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  4. Márcia Filha da Mãe.
    Bem que a Stacy podia pular nos pescoço dela...
    Apesar que tortura e humilhação é bem melhor.
    Ok's parey!!!!
    Fikou muito bom!!!!!!
    To kicando aqui pra saber a continuaçãooooo Manooo!!!!!!

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