domingo, 9 de outubro de 2011

DIÁRIO DE UMA BAD GIRL (3ª TEMPORADA) - 8

Domingo, 11 de Outubro de 2011

Querido Diário Macabro:
Com uma bolsa de sangue furtada do hospital nas mãos, passei uma manhã de domingo bem normal.
Assisti metade de um jogo de basquete com o meu pai e lavei a louça para a minha mãe, depois chequei meus e-mails.
Tomei um banho quente, tentando relaxar, enquanto escutava um rock dos antigos.
E às quatro horas da tarde eu estava passando pelo portão da enorme casa de madeira da Gang das Feras.
Os lobos estavam fazendo um churrasco, e o único que não estava por ali era Drake, que havia saído com Courtney.
- Oi, Stacy! – Exclama Selly, ao me ver.
Ela me abraçou e eu dei pequenos tapinhas nas costas dela, distraída.
- Que look maneiro – elogia ela. – Aonde você vai?
Olho meu reflexo no vidro da janela.
Conjunto de calça e jaqueta preta de couro, além das botas. Visual perfeito para um domingo de matança.
- Uma aventura. – Respondo.
Logan e Mia se aproximam.
- E aí, cadê o Ross? – Pergunta ela.
Selly congela, mas eu dou de ombros.
- Ele vai ficar legal. – Respondo, tentando parecer confiante.
Selly me dá uma piscadela.
- Eu sabia que você ia superar!
- É... – Respondo, grata por ela não poder ver meus olhos por trás dos óculos escuros.
Ela se dirige para o outro lado do gramado, onde John virava bifes numa churrasqueira.
Mia e Logan começaram uma partida de vôlei, e André, que até então estava na varanda conversando com Pérola, se aproximou.
- A mim você não engana, Ricce. – Diz ele, cruzando os braços. – Está na cara que vai aprontar uma das boas.
Levanto os óculos, colocando-os no cabelo para poder encará-lo.
- Quem sabe? – Digo, fazendo cara de pouco caso.
Ele dá um meio sorriso e se vira, mas eu grito:
- Hei, André...
Ele se volta.
- Só uma coisinha: Você deveria reparar mais no jeito que a Pérola te olha. – Digo, piscando um olho antes de colocar os óculos novamente.
Ele pareceu surpreso, e se volta para onde Pérola estava. A pobre da garota estava observando André naquele mesmo momento, e ficou com as bochechas vermelhas quando ele a encarou.
Rá. Muita coisa ainda vai acontecer aí, ou eu não me chamo Stacy Ricce.
Me dirijo até onde estavam John e Selena.
- John? Preciso de um favor seu.
- Fala, sangue bom. – Diz ele, me encarando com as sobrancelhas erguidas.
- Preciso da moto. – Peço. – Por uma ou duas horas.
John me encara seriamente, como se eu estivesse pedindo a alma dele emprestada, e não a moto.
Selena tampou a boca com as mãos como se tivesse medo de gritar.
- Já dirigiu uma moto antes? – Pergunta ele.
- Não...
- Carteira de motorista?
Respiro fundo.
- Não.
Ele me encara.
- Nem morto, Ricce.
- Ok! – Digo, prendendo a respiração. – Eu sou uma vampira, minha garantia é essa! Posso andar na sua moto de olhos vendados e mãos amarradas por uma cadeia de montanhas sem provocar um único arranhão! Não me faça implorar, John Ray... Se Selly precisasse ir atrás de você em um caso de vida ou morte, Ross não hesitaria em emprestar o jipe dele, e se você conhece bem a sua namorada, sabe do grau de amizade envolvido na parada!
Ele abriu a boca para argumentar, mas a fechou novamente.
Apenas revirou os olhos, suspirou e tirou as chaves da moto do bolso da jaqueta.
- Tome cuidado. – Pediu ele.
Subi na moto e arranquei pelas estradas desertas, sentindo o vento brincar com o meu cabelo.

***
Eu sabia que ele estava por ali.
Eu já conheço meu inimigo e as jogadas dele.
Sei que ficaria em um lugar em que eu pudesse encontrá-lo, mas de forma que ele soubesse que eu estava me aproximando.
Só que eu nunca pensei que seria tão fácil encontrar o esconderijo de James Scorpion.
A fábrica queimada e abandonada escondia um prédio um pouco menor, esse recém construído. Era todo cercado por muros bem altos e quase imperceptíveis, mas nada escapava ao meu radar vampiresco.
Foi fácil dar cabo em dois sentinelas e entrar por uma sacada do andar de cima, sem alarde.
Peguei a metralhadora de um deles. Maneira.
Graças aos meus instintos, consegui me esgueirar sem ser vista até uma espécie de salão oval, onde vi Scorpion, com o casaco e o chapéu no estilo de sempre, e, para a minha sorte, ele estava tomando um café com ninguém menos do que Ross.
Sorri no escuro.
Me deu grande prazer perceber que Scorpion não me esperava dessa vez... Achou que eu não ia sacar a jogada tão depressa. Hoje foi ele quem teve a surpresa.
Me aproximei devagar, tranquila.
- Não vejo a hora de ver Stacy de novo... – Dizia ele para Ross, com a voz animada. – Mal posso esperar para vê-la aqui, querendo saber o que houve com o namorado dela...
Ross sorriu e ia responder algo, mas os olhos dele encontraram o meu e ele empalideceu.
- A espera terminou. – Digo, fazendo Scorpion se voltar pra mim.
A surpresa e o pavor no rosto dele... Cara... Foi sensacional.
- Vo-você? – Gaguejou ele, levantando-se, atrapalhado.
- O que é? Não estava ansioso para me ver? – Digo, sorrindo. – Surpresa, Scorpion!
Ele estreitou os olhos.
- Muito bem, Stacy. As coisas ficam bem interessantes assim...
Ergo a metralhadora, séria dessa vez.
- Adeus, veneno do escorpião...
Ele salta para trás, colocando-se atrás de Ross, com uma navalha rente ao pescoço dele.
- Você decide, queridinha. – Diz ele, sorrindo. - Eu sempre tenho o controle.
- Stacy, por favor... Largue a arma. – Pede Ross.
Isso bastou para que eu apertasse o gatilho e visse o refém de Scorpion cair morto, manchando o chão de sangue.
Scorpion me encarou, totalmente incrédulo, olhando para o cadáver aos seus pés. Sorrio.
- Aí esta. – Digo, me aproximando. – Ele era como um filho pra você, não? Só lamento. Mas as chantagens acabaram. Seja homem para me enfrentar, Scorpion. Agora somos só você e eu...

CONTINUA

2 comentários:

  1. Muuuuito maneiro
    adorei
    mas não entendi bem a da Stacy não ( acho que aquele não era realmente o Ross, afinal ela não ia ter coragem de mata-lo né!?... eu espero)
    mas esta muito show tá
    parabéns

    ResponderExcluir