sábado, 4 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DE UMA BAD GIRL (4ª Temp.) - 9

Transilvânia, 01 de Fevereiro de 2012 – 02h00 AM

Quando Ross Christie viu a mancha flutuante no lago, não quis acreditar. Mas a cada passo que ele se aproximava, mais seus olhos confirmavam que o pesadelo era real.
A água gelada chegava até a sua cintura, encharcando botas, jeans e casaco, quando ele finalmente conseguiu tocar no corpo inerte, virando-o.
Ross tocou no rosto frio de Stacy, mas já era tarde: não havia nenhum calor, nenhuma vida. O cabelo loiro e ondulado totalmente molhado, a pele dela estava branca... Não pálida, mas literalmente branca, da cor do leite.
E ela era linda, sob a luz da lua.
Ross abraçou o corpo frio, chorando, urrando...
Não sabia se deveria encontrar os culpados por aquilo, ou se deveria mergulhar no lago, para ficar junto com Stacy, para sempre.
A raiva, a revolta, a culpa, a dor...
Tudo se misturava em um turbilhão de sentimentos que o invadiam, o destruíam. E tudo o que ele queria era voltar no tempo e impedir que Stacy se arriscasse, que ela se machucasse...
Dizer que não a deixaria, que ainda a amava.
Ele ergueu o corpo frio e frágil nos braços, levando-o para fora da água.
Repousou-a com cuidado na relva úmida pelo sereno, como se ela fosse uma criança que dormia.
Em seguida, deixou as lágrimas escorrerem sem pudor, o rosto enterrado na umidade fria das mechas claras...
Ah, Stacy...
Por favor, acorde.
Stacy...
E, por um segundo, parecia que ela tinha piscado.
Mais que depressa, com o coração batendo tão forte que chegava a doer, Ross entreabriu os lábios dela, sugando a água e pressionando os pulmões com as mãos.
Sim! Ela estava reagindo!
- Sr. Christie! – Gritou alguém. Era a voz de Jorge. – o senhor deve fazer. Agora!
Ele atirou uma estaca de madeira bem perto de Ross, mas ele ignorou.
Continuava a tentar desesperadamente puxar a água dos pulmões da amada.
Ela mexeu a mão direita!
Jorge se aproximou correndo, pondo a mão no seu ombro.
- Ross... Eu sinto muito, rapaz. Sinto mesmo. Mas Stacy se foi. Deve impedir a coisa em que ela se transformará de viver. Deve atingi-la no peito com a estaca, antes que seja tarde! – Como Ross parecia não ouvi-lo, Jorge pegou a estaca. – Se não fizer isso, eu mesmo farei!
Dessa vez ele escutou, e pegou a arma que trazia no sinto, apontando-a para Jorge.
- O primeiro que tocar em Stacy eu mato! Juro que mato!
Foi quando ela abriu os olhos.
Não eram mais olhos castanhos com lampejos vermelhos.
Eram olhos totalmente escarlates, quase vinho.
Ela se sentou, estrelas refletidas na pele, cabelo e olhos.
Ross se ajoelhou ao seu lado, paralisado por um instante com aquela visão.
- Meu amor... Ah, Stacy... Eu pensei que tinha perdido você...
 A boca dela se abriu, expondo os dentes.
Sem hesitar, Stacy o atacou.
Ela mirava na jugular, e pretendia matar.

CONTINUA

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