quarta-feira, 4 de julho de 2012

DIÁRIO DE UMA BAD GIRL (5ª Temp.) - 6


Quarta-feira, 04 de Julho de 2012

Diário;

O choque a adrenalina que a morte dele me causou durou mais de um dia.
Quando eu percebi o que havia feito, emoções demais se agitaram dentro de mim. Coisas que eu não sentia há muito tempo. Me senti mais humana do que nunca.
Fiquei em um dilema entre ficar parada olhando para ele o tempo que fosse ou gritar, chorar e sair quebrando tudo.
Ross parecia dormir.
Tentei dar um pouco do meu sangue a ele, transformá-lo.
Mas não funcionava. Ele não reagia.
E eu não sabia exatamente como fazer aquilo. Nunca havia visto uma transformação.
Já nem sabia se era noite ou dia fora da cabana.
Tinha horas que eu entrava em transe, dormia sem perceber, e sonhava com Ross, com o tempo em que eu ainda não era uma vampira morta.
Eu sabia que nada seria como era antes, mas não queria perdê-lo. Queria que ele estivesse comigo.
Era a única pessoa que realmente lutava por mim.
Eu não poderia desistir tão fácil, não é?
O que a antiga Stacy faria?
Mesmo sabendo que ele estava morto, totalmente morto, ainda havia esperança em mim.
Talvez se eu conseguisse mais sangue...
Talvez se alguém me ajudasse...
Esperei que estivesse escuro lá fora e fui até a casa de Michael.
Ele não estava lá, e eu não podia esperar.
Troquei de roupa e fui caminhando pela cidade, um pouco sem rumo.
Será que eu me lembrava onde era a casa de Selena?
Foi quando três homens me abordaram.
Caçadores.
Tinham estacas e água benta.
Não tive alternativa a não ser ir com eles.

***

Eu reconhecia vagamente o lugar para onde me levaram, na zona sul da cidade. Parecia um teatro abandonado há dois ou três anos.
Talvez eu o houvesse conhecido na infância.
Os caçadores não disseram nada durante o percurso até lá, que fizemos a pé. Eu também não.
Se eles soubessem que eu tinha matado o líder deles, qual seriam as minhas chances?
Será que eles sabiam que Ross tinha ido me buscar no restaurante? Quem teria ordenado que me levassem até lá?
Como uma resposta para a minha última pergunta, uma luz amarelada se ascendeu no palco.
Ela era morena, baixinha e usava uma roupa vermelha e colada. Quando sorriu, me lembrei de uma menina de cabelos ruivos na Transilvânia, uma das minhas últimas lembranças antes de morrer no lago.
Me retrai.
Mesmo sem lembrar direito, senti raiva.
- Stacy! – Exclamou ela, brincando com uma espécie de espada curta, que deveria ser tão eficiente quanto uma estaca. – Nos encontramos novamente.
- Márcia. – Murmurei, sem expressão.
Ela já havia tentado tirar Ross de mim.
Me aproximei do palco empoeirado do teatro. Eu nem precisava subir nele para ficar praticamente da mesma altura que ela.
- Onde está Ross? Preciso do meu garotão para que a festa comece!
Eu sorri.
- Ele está morto, sua piranha. Eu o matei.
Dizer aquilo me destruía, mas tive prazer em perceber que aquilo causava sofrimento a ela, mesmo que não fosse metade do que eu sentia.
- Não acredito. – Murmurou ela, com os lábios tremendo.
- Pode acreditar – digo, tentando esconder minha própria dor. – Você nunca mais vai usar Ross para me atingir e vice-versa. Tudo o que você tiver contra mim resolveremos aqui e agora.
Uma lágrima escorregou do rosto dela.
Isso me deixou meio surpresa.
- Eu o amava – sussurrou ela. – Apesar dele ter ficado cego por você, eu ainda o amava. Só queria provar o monstro que você é. E eu estava certa o tempo todo...
- Não – neguei, irritada. – Eu não era um monstro. Era apenas uma garota vampira, incapaz de ferir Ross. Você foi atrás de nós e acabou com tudo. Me matou, e sabia que me tornaria incontrolável, uma fera. Mesmo assim, Ross continuou comigo. E foi por isso que eu o acabei matando!
Márcia deixou rolar outra lágrima, e me deu um tapa no rosto.
- Você é uma vadia! Você e todos os sanguessugas estúpidos! Eu amava Ross, e logo acabaríamos voltando. Scorpion amava Ross como um filho! Caçávamos monstros como você, e estávamos bem. Então você apareceu, Stacy Ricce, e estragou tudo!
Rosnei.
Scorpion... Liga do Escorpião... Márcia... Nunca pensei que pudesse sentir tanta raiva apenas lembrando de coisas que havia lido.
Pulei para cima dela, jogando-a contra a parede e segurando-a pelo pescoço.
- Cale a boca, sua vaca! Você nunca teve Ross, sempre foi uma doente como o Scorpion!
Ela tentou me ferir com a espada, e acabou me pegando de raspão na barriga, e tive que recuar. Ela aproveitou para revidar, se jogando pra cima de mim.
- Eu conhecia Ross desde quando éramos crianças! Ele logo se cansaria de você, loira estúpida!
Caímos no chão, e ela ergueu a espada para enterrar no meu coração, mas eu rolei para o lado e ela acertou a lâmina no assoalho de madeira.
- Você tem inveja porque eu sou loira e gostosa, e Ross amava apenas a mim, bitch! – Gritei.
Márcia tentava puxar a espada presa na madeira, e eu aproveitei para lhe dar um chute na cara, que a fez rolar para longe.
Percebi que os caçadores não a estavam ajudando. Apenas observavam, alertas.
Caramba... Ela pediu para que a luta fosse apenas entre nós? Digno demais, vindo dela.
Eu não deveria ter me distraído, pois ela aproveitou o momento para se levantar e jogar um jato de água benta nas minhas costas.
A dor me fez gritar, exibindo as presas e caindo de joelhos no chão.
Ela parou diante de mim, e tinha um corte fundo feito pelo salto do meu sapato na bochecha dela, causado pelo chute.
Mesmo que ela me matasse, ficaria com uma cicatriz horrorosa para sempre. Assim como Scorpion e a queimadura.
- Você já era, Bad Girl – disse ela, encostando a lâmina no meu peito. – Você já deveria ter aprendido que eu sempre venço.
Fechei os olhos.
Decidi que não iria gritar quando ela atravessasse meu coração. Iria morrer com dignidade.
Eu vou encontrar você, Ross...
Então, alguém apareceu e jogou a espada longe com um golpe só.
Antes de abrir os olhos, meus reflexos perceberam que deveria ser um vampiro, pela agilidade. Ou pelo menos um meio-sangue.
Michael viera me ajudar.
Quando olhei em volta, os caçadores estavam chocados com alguma coisa.
Ouvi Márcia gritar, e percebi que o vampiro estava sobre ela, segurando-a contra o chão, com os dentes fincados em seu pescoço.
Puxei o ombro dele, para que fôssemos embora.
Quando o vampiro se virou para a direção da luz fosca, com as presas manchadas de sangue, vi que não era Michael.
Não.
Michael não tinha cabelo loiro escuro e nem pele pálida.
O vampiro era Ross.

CONTINUA

2 comentários:

  1. Amei amei amei
    OMG
    o Ross virou um vampiro
    ficou ótimo
    estou pirando pelo próximo
    Pf poste Logos

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  2. OMG!!! O Ross vampiro, meu Deus quero muitoo ler o próximo capitulo!

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