segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MALDITO ROMEU! - ATO IV


- Como? Julieta terá alta já na quinta? – Frei Lourenço indagou, perplexo. – Depois de amanhã?
Ele examinou o jovem a sua frente, vestido de preto da cabeça aos pés e usando bastante maquiagem nos olhos, e engoliu em seco, se contendo para não fazer o sinal da cruz.
- É isso mesmo. – Responde Páris. - Os pais dela acham que uma viagem vai acabar com esse estado melancólico em que ela se encontra. A viagem e, claro, o nosso noivado.
- Mas você disse que ainda não sabe se ela vai concordar...
- É verdade que ainda não conversamos a respeito, devido aos últimos acontecimentos. O cupido não entra em uma cena de suicídio. Dizem que ela está ainda mais abatida depois do que aconteceu com Teobaldo, foi vista andando sem rumo por aí, usando apenas uma camisola, derramando lágrimas, e os pais dela acharam melhor tirá-la daqui, pelo menos por um tempo, e eu concordo. Estou mais do que disposto a fazê-la feliz.
Frei Lourenço fez que sim com a cabeça, mas com os pensamentos longe.
- Bom, eu já vou. – Diz Páris, recolocando os óculos escuros. – Obrigado por me mostrar o caminho, padre. É realmente fácil se perder nesse lugar.
Páris abriu a porta da capela, e deu de cara com Julieta.
A garota congelou, vendo a própria expressão boquiaberta refletida nos óculos de grife dele.
- Páris? O que está fazendo aqui?
Ele sorri, erguendo os óculos.
- Como vai, minha Flor de Lótus? Eu queria muito te ver, mas você não estava no quarto. Vim a pedido de sua mãe acertar algumas papeladas com o diretor sobre a sua alta.
- Papeladas? É assim que se diz “suborno” por aqui? – Indaga ela, cruzando os braços.
Páris sorri, olhando para o Frei.
- O senso de humor dela sempre foi sarcástico. – Ele volta a encará-la. – Está animada com a nossa viagem? Não vejo a hora de estarmos juntos ma Inglaterra, conhecendo castelos, museus, cemitérios onde poetas malditos foram enterrados...
- Assim poderá ser, quando estivermos em solo britânico. – Diz ela, sem emoção.
- O “poderá” será ainda essa semana.
- O que tiver de ser, será. – Julieta desvia os olhos.
- É um ditado certo – diz o Frei, com cautela.
- Veio confessar seus pecados ao padre, Julieta? – Indaga Páris, com ar divertido.
Ela revira os olhos.
- Não vou te dar uma resposta, já que não tenho nada a confessar a você.
- Então confesse a ele que me ama.
- Talvez eu diga que já te amei... – Responde ela, com ar sombrio.
Páris não se abala.
- Tenho certeza de que vai dizer a ele que ainda me ama, pois para o padre você não pode mentir.
- Sendo assim,  juras de amor valem mais pelas costas do que na cara. – Cospe Julieta.
Páris se aproxima e acaricia o rosto dela.
- Que olheiras profundas, minha amada. Com lágrimas você ofende esse rosto.
Julieta dá um passo para trás.
- Não foi grande vitória para as lágrimas, meu rosto já vivia manchado por maquiagem borrada antes delas. – Diz, antes de se voltar para o Frei. – Está desocupado agora, Frei Lourenço, ou devo voltar depois?
- Estou tranquilo. – Declara o Frei. – Senhor, foi um prazer conhecê-lo, mas creio que deva nos deixar a sós agora.
Páris assente, colocando os óculos de sol novamente.
- Não sabia que você tinha esse lado religioso, Julieta. Mas não vou atrapalhar. Teremos muito tempo para conversar em breve. Até quinta-feira, meu amor. Estarei aqui bem cedo. – Ele lhe dá um leve beijo no rosto, que faz Julieta se encolher, antes de sair.
Julieta bate a porta da capela atrás dele.
- Ah, Frei, está tudo perdido! As passagens já compradas, minha família na expectativa e minha alta, ao que parece, autorizada pelo diretor!
O Frei suspira.
- Sim, Julieta, já estou sabendo, inclusive, do noivado.
- Não me fale desse noivado a não ser que seja para dizer que encontrou um modo de evitá-lo. – Exclama ela, deixando-se cair em um dos bancos de madeira. – Eu já gostei muito de Páris, mas não suporto mais nem olhar pra ele. Ah, Frei... Minha vontade nesse momento é rasgar esses pulsos e sangrar até morrer, como já tentei fazer antes!
O Frei se benze.
- Por amor a Jesus Cristo, não diga uma coisas dessas! Rejeitar sua segunda chance de viver seria um grande sacrilégio!
- Eu não entendo qual o sentido dessa segunda chance. – Suspira ela.
- Bem – o padre dá um pigarro. – Você conheceu Romeu.
- Sim, eu conheci Romeu, um estranho com promessas maravilhosas, só para sentir a dor de vê-lo ir embora e ficar sozinha outra vez.
- Julieta, você o ama?
A garota levantou os olhos para o padre, surpresa com aquela pergunta tão direta.
- Eu acho que amo. Sim, eu amo Romeu. Se não amo, ao menos amo o que ele me faz sentir.
Frei Lourenço hesita por um momento.
- Bom, se você o ama mesmo, acho que podemos encontrar uma maneira de impedir que sua alta seja permitida. Se, claro, você estiver disposta a se arriscar.
Julieta ergue a cabeça.
- Para não ter que ir para o outro lado do mundo com Páris, o senhor pode até propor que eu me esconda em uma sepultura recém-cavada e me esconda junto com um defunto. Lá eu esperaria por Romeu ou pela minha própria morte, o que viesse primeiro.
Frei Lourenço começou a andar de um lado para o outro, nervoso.
- Pode ser uma grande irresponsabilidade minha... Mas não seria mais irresponsabilidade deixar amor tão verdadeiro terminar? Deixar você e Romeu agoniados com a separação, a ponto de terem a saúde prejudicada?
- O senhor tem algum plano? – Pressiona Julieta. – Porque se tiver, tem que me dizer!
O Frei volta a hesitar.
- Vá para casa, mostre aos seus pais que você está melhor. E então explique a situação. Também deixe as coisas claras com o jovem Páris.
Julieta balança a cabeça, pesarosa.
- Eles nunca entenderiam, muito menos aceitariam! Meus pais adoram Páris, ele é filho de um amigo deles, e tem muito dinheiro. E Romeu é o louco que queimou o rosto do meu primo Teobaldo. Não, eles jamais concordariam. Além disso, as passagens não têm reembolso, as reservas estão todas feitas... – Ela seca uma lágrima. – Sabe, tudo seria mais fácil se eu nunca tivesse conhecido Romeu. Seria mais fácil perdoar Páris e achar que ainda o amo. Seria mais fácil ir embora desse lugar. Essa viagem seria um sonho realizado...
- Minha filha, as coisas acontecem por um motivo...
- O motivo é que eu sou destinada a sofrer. – Funga ela. – Não há saída, Frei. Adeus. E obrigada por me ouvir. Eu só espero que Romeu fique bem, e que descubra que ele foi um herói pra mim, por ter me mantido viva até agora.
Julieta se levantou, se dirigindo para a saída da capela antes que acabasse caindo no choro.
- Julieta, espere! – Grita o Frei.
Ela se voltou.
- Eu tive uma ideia. Uma ideia perigosa, mas que pode funcionar.
Julieta voltou a se sentar.
- Estou disposta a arriscar qualquer coisa.
- Pois bem – suspira o Frei, sentando-se ao lado dela. Julieta percebe pela primeira vez que a barba dele estava por fazer, e as rugas ao redor de seus olhos pareciam mais profundas. Ela não era a única que andara abalada nos últimos dias. – Eu tomo já há alguns anos remédios para a insônia e ansiedade. Um deles é um remédio forte, que me faz dormir profundamente e por muitas horas.
Julieta respirou fundo, esperando que ele continuasse.
- Julieta, se você tomasse uma dose dele, mas fizesse com que pensassem que tomou outra coisa, eles achariam que foi uma tentativa de suicídio e não poderiam te dar alta, não importa o quanto os seus pais insistam.
Ela arregalou os olhos.
- Está falando sério?
O Frei fica vermelho, abaixando a cabeça.
- Perdão, perdão! Eu jamais deveria propor algo assim! Aonde eu estava com a cabeça? Enganar os médicos! Mesmo tendo pesquisado sobre os efeitos colaterais desse remédio, é arriscado! Não posso colocar a vida da senhorita em risco, por mais que a tenha escutado jurar que se mataria se tivesse que fazer essa viagem...
Julieta balança a cabeça, perplexa.
- Não, Frei! É simplesmente uma ideia incrível! É claro, se eu demonstrar estar instável demais a ponto de tentar me suicidar outra vez, não poderão me dar alta! E assim a viagem terá que ser cancelada, e vou poder esperar até que Romeu melhore e eu possa vê-lo de novo...
- Ainda não estou certo de que seja uma solução adequada... – Murmura o padre.
- Claro que é! É genial!
- E se seus pais a transferirem para outro hospital?
- Isso não vai acontecer. Eles me colocaram aqui porque esse é o melhor, e um dos únicos que têm vaga. Mesmo que quisessem me transferir, não seria tão fácil. Por isso Teobaldo continua internado aqui, mesmo depois do que aconteceu.
- Julieta, Deus que me perdoe...
Ela estava muito séria.
- Frei Lourenço, agora que me deu a ideia, se não me der o tal remédio eu vou ter que tentar me matar de verdade.
O bom Frei fez o sinal da cruz, pedindo perdão a Deus e a todos os santos que conhecia, antes de entregar uma única capsula nas mãos da garota.
- Vá para o seu quarto e procure ficar calma. Amanhã é quarta-feira. Quando já estiver de noite, certifique-se de que a Ama foi se deitar e jogue os seus anti-depressivos na privada, sem se esquecer de dar uma boa descarga. Depois, vai se deitar e tome esse comprimido, deixando o frasco vazio dos seus remédios a vista.
- Eu não poderia pensar em um plano melhor.
O Frei segurou as mãos dela, apreensivo.
- Eu estarei por perto o tempo todo. Vou dar um jeito de estar na enfermaria quando a levarem para lá. E também vou mandar uma pessoa de confiança dizer a Romeu que está tudo bem, para que ele não se alarme caso algo chegue a seus ouvidos.
Julieta aperta com força a mão do padre.
-  Obrigada, Frei. Não sei o que seria de mim sem sua ajuda.
- Agora vai, e seja forte e bem sucedida na sua decisão.
Julieta assenti, se dirigindo para a saída da capela com determinação renovada.
- Que o amor me dê forças, e a força me dará coragem.

***
- A senhorita parece melhor. – Comenta a Ama, olhando Julieta pentear o cabelo.
Estava terminando de arrumar as malas da garota, deixando apenas uns poucos pertences para serem guardados na manhã seguinte.
- Você acha? – Indaga ela.
- Sim, embora ainda pareça tristinha. A viagem a está deixando mais animada?
Julieta não sorri.
- Sem dúvida.
A velha senhora havia ficado surpresa quando, na tarde anterior, Julieta havia voltado para o quarto e tomado um banho, lavado os cabelos e pela primeira vez em dias vestido algo além de camisolas e pijamas.
Desconfiava que aquela mudança tivesse haver com o fato da garota ter se encontrado com Páris quando foi conversar com o Frei.
A Ama lamentava por Romeu, acreditava que ele realmente era um bom rapaz. Mas ele precisava se tratar, e o melhor para Julieta seria ter o coração e a cabeça no lugar agora, e se preocupar apenas com a própria melhoria.
- E Páris, heim? – Indaga a Ama, dobrando um cobertor e tentando puxar assunto. – Aquele rapaz a adora. Já se decidiu sobre o noivado?
Ela dá de ombros.
- Estava tudo decidido desde o início.
Julieta vê o reflexo da Ama sorrir pelo espelho
- Ah, menina. Eu sabia que você ia se recuperar. Parece pronta para virar a página e ser feliz.
Julieta se vira para ela.
- Não sei sobre ser feliz, mas com certeza pretendo virar a página. – Ela aperta uma das mãos fofas da velha senhora. – Boa noite, Ama.
- Já vai dormir?
- Não sinto sono, mas pretendo dormir, sim. – Diz Julieta, lançando um último olhar pra o céu através das janelas e não vendo a lua.
- Ah, sim. – Concorda a Ama. – Tem que descansar. Amanhã será um grande dia.
A Ama fecha as cortinas, e as estrelas também se vão.
Julieta então se deita na cama, enquanto a Ama apaga as luzes.
- É verdade. – Sussurra Julieta, para a escuridão. - Preciso descansar.
E seus dedos apertam o frasco de comprimidos escondido debaixo do travesseiro.

***
Naquela mesma noite, Frei Lourenço foi até o alojamento masculino. Sabia que encontraria Benvólio no quarto, entretido com seus livros.
- Como vai, rapaz?
- Bem, apesar de solitário.
- E Mercúcio?
Benvólio balança a cabeça, pesaroso.
- Deprimido depois do que aconteceu. Passa o dia todo escondido no banheiro, para que não o vejam. Se sente nú sem seu bigode.
Frei Lourenço suspira.
- Ah, pobre rapaz... Mas conheço Mercúcio bem o suficiente para saber que ele vai se recuperar aos poucos, ao mesmo tempo em que os pêlos vão crescendo. Vim até aqui porque tenho uma tarefa da qual quero encarregá-lo.
- E o que é? – Indaga Benvólio, curioso.
- É sobre Romeu. Preciso que amanhã você o visite, porque eu estarei ocupado com outros assuntos, e, de qualquer forma, como eu já o visitei na segunda, não me deixarão vê-lo de novo.
Benvólio franze o cenho.
- Eu? E porque me deixariam visitá-lo, se ele está na solitária?
- Porque desde o incidente do refeitório você não saiu mais desse quarto. Se pedir ao seu psicólogo, ele vai autorizar.
Benvólio morde o lábio inferior.
- Não sei se estou pronto pra sair de novo. Teobaldo fica passando por esse corredor toda hora, rosnando como um gato escaldado, com a cara coberta por ataduras... – O rapaz estremece. – Acho que ele quer me rasgar ao meio com suas unhas.
- Ele não vai fazer isso. – Garante o Frei. – Você precisa ter coragem, Benvólio! É importante que você leve um recado à Romeu. É a única pessoa na qual posso confiar tal tarefa. Questão de vida ou morte, literalmente.
- Que recado?
- Preciso que diga a ele que, independente do que chegue a seus ouvidos, Julieta está bem e tudo faz parte de um plano para que eles possam continuar juntos.
Benvólio coça a cabeça.
- Quem é Julieta?
- Ora, não a conhece? É a namorada de Romeu, por quem ele é louco de amor!
- Julieta? Não é Rosalina?
- Por Deus, não! Rosalina, que Deus a tenha, já foi esquecida por Romeu, que nem soube de sua morte. O rapaz se apaixonou por Julieta um pouco antes de ser transferido para a ala de isolamento, e a moça também o ama. Mas se não agirmos rápido, pode ser que mal entendidos coloquem tudo a perder.
- Caramba, Frei! – Exclama Benvólio. – Isso parece uma novela! Me explique direito!
O Frei suspira.
- Certo. Vou pegar café e xícaras, a história é longa. Acho que não será necessário pedir que você me espere bem aqui, Benvólio.

***

A Ama se levantou cedo para terminar de arrumar as malas de Julieta.
A moça ainda dormia, e ela preferiu não fazer muito barulho. Mas quando já estava quase tudo pronto e a garota ainda não tinha se levantado, a Ama resolveu chamá-la.
- Julieta? Hora de acordar, ovelhinha... Mas que sono mais pesado! Julieta? Já são quase dez horas... Páris deve chegar a qualquer momento para buscar você. Querida? Julieta?
A Ama se aproximou da cama, estranhando aquele sono pesado, pois Julieta sempre tivera o sono leve.
- Julieta? Hora de acordar...
Um mal pressentimento começou a invadi-la.
Foi então que a Ama viu o frasco de remédio vazio caído ao lado da cama.
As pernas da pobre Ama bambearam.
- Julieta?! Socorro – sua voz saiu baixa, um pouco mais do que um sussurro. – Socorro!
Era terrível demais. Triste demais. Ela se recusava a acreditar. Julieta iria abrir os olhos em um instante. Ia xingá-la por gritar, mas a Ama resolveu correr o risco.
- Socorro! – Conseguiu dizer um pouco mais alto. – Socorro! Socorro! Ajudem!
Começou a berrar em plenos pulmões:
- Socorro! Alguém! Chamem um médico! Ajudem! Julieta! Não pode ser, que dia horrível! Destino cruel!
Quando as primeiras enfermeiras chegaram ao quarto, acharam que era a Ama quem passava mal, em tal estado ela se encontrava, e tentaram acalmá-la, segurando-a.
Demorou para que a pobre mulher conseguisse, ofegante e com o rosto vermelho, indicar a cama de Julieta.
- A garota, por Deus, socorram a garota! Antes fosse eu que estivesse correndo perigo!- Exclamou, sem conseguir conter uma enxurrada de lágrimas. – Mas o mundo é cruel, e agora olhem pra ela! Não ouso tocá-la... Façam algo! Deus me livre, parece até que a morte a beijou durante o sono, como uma flor que de um dia para o outro amanhece murcha! Ah, justo hoje! Dia lamentável!
***

Benvólio havia levantado cedo, mas Mercúcio não estava mais no quarto.
Ele raramente o via, agora.
Se vestiu.
Trocou de calça duas vezes. Experimentou seis camisetas antes de se decidir.
O dia estava nublado e escuro, e suas mãos estremeciam enquanto ele amarrava os cadarços dos tênis, muito lentamente.
Respirou fundo, olhando para o relógio.
Ele deveria ir logo.
Repassava sem parar as instruções do Frei na cabeça.
Se Romeu pensasse que sua nova namorada não estava bem, poderia fazer alguma loucura que prejudicaria seu tratamento, ou o faria ser expulso de vez.
Precisava ir.
Um relâmpago cortou o céu, e um trovão explodiu logo em seguida, fazendo com que Benvólio desse um pulo e se enfiasse embaixo do cobertor.
Não, ele não ia conseguir.
A chuva começou a cair sem mais avisos, forte e assustadora. Com certeza alguma coisa terrível aconteceria se ele abandonasse a segurança do quarto.
Totalmente sem condições de sair hoje.
Vai ficar tudo bem, repetia para si mesmo. Romeu está na solitária. Como ele poderia ficar sabendo de qualquer coisa?
Ele, Benvólio, bem que gostaria de estar no lugar de Romeu. Isolado. Em um quarto onde nunca pediriam que ele saísse.
Outro trovão, que o fez estremecer inteiro.
Não vou ter um ataque de pânico agora. Não vou ter um ataque de pânico agora...
Um clarão vindo do céu invadiu o quarto, e Benvólio fechou os olhos, se encolhendo.
Desculpe, Romeu.
Outro trovão. Dessa vez, mais alto do que qualquer pensamento racional.

CONTINUA

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4 comentários:

  1. Aaaaah!!! Não me diz que ele vai ficar com medo da chuva e não vai avisar o Romeu?? Estou sentindo a tragedia!! :s
    Que figura é essa dama!! Hahahahha, adoro ela, toda doidinha haha. Continua Giovanna!!

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  2. Pode deixar, Carla ;)
    Logo mais posto a continuação, o último ato...

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  3. adorando! amo teu blog, Giovanna!!! mas quando vai voltar a postar os eps de a sétima encruzilhada e cereja explosiva? rsrs saudds ja <3 xD

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  4. Oi, Ray!
    Obrigada pela visita e pelo comentário.
    Eu ainda não sei quando vou continuar essa séries, mas não abandonei, não. Estão na minha lista ;)

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