terça-feira, 1 de março de 2016

#MeuCaldeirão: 5 Livros incríveis que contam Histórias de Mulheres Reais

Nos próximos dias vamos ouvir falar muito sobre o Dia Internacional da Mulher, o significado da data e milhares de simbologias e definições sobre o que significa ser, afinal, uma pessoa do gênero feminino.
Longe de querer desmerecer a data (embora discorde com as atribuições que muitas vezes a mídia confere à ela), preparei um post indicando cinco livros muito bons que contam histórias de vida de mulheres de diferentes idades, épocas e nacionalidades.
Sei que essa lista está longe de representar todas as mulheres do mundo, mas esses livros, além de ótimas leituras, são uma forma de conhecer um pouco da realidade de meninas e mulheres muito diferentes de nós.
Com vocês, cinco mulheres incríveis e suas histórias. 

Garota, Interrompida

“O Suicídio é uma forma de assassinato – assassinato premeditado. Não é algo que se faz da primeira vez em que se pensa em fazer. A gente precisa se acostumar com a ideia.”

A autobiografia da escritora norte-americana Susana Kaysen, internada em um hospital psiquiátrico aos 18 anos após um tentativa de suicídio. No livro ela retrata a vida na instituição, suas reflexões íntimas e as histórias de outras jovens mulheres com as quais conviveu durante os anos de internação. Ora cômico, ora trágico, um livro inesquecível. Leia a resenha completa aqui.

Título: Garota, Interrompida
Editora Única, 192 Páginas.

Porque ser feliz quando se pode ser normal

“Por que a medida do amor é a perda?”

Outra autobiografia de uma escritora, dessa vez da inglesa Jeanette Winterson. A infância e adolescência conturbada por uma mãe adotiva religiosa e inflexível, a descoberta da sexualidade, a busca por amor e o seu significado. Uma história de vida interessante, peculiar e de leitura cativante. Leia a resenha completa aqui.

Título: Porque ser feliz quando se pode ser normal
Editora Record, 256 Páginas.

Minha vida de menina

"Agora uma palavra às minhas netas. — Vocês que já nasceram na abastança e ficaram tão comovidas quando leram alguns episódios de minha infância, não precisam ter pena das meninas pobres, pelo fato de serem pobres. Nós éramos tão felizes! A felicidade não consiste em bens materiais mas na harmonia do lar, na afeição entre a família, na vida simples, sem ambições— coisas que a fortuna não traz, e muitas vezes leva."

Como era ser uma garota no final do século XIX? A brasileira Helena Morley nos apresenta esse livro delicioso, leve e divertido sobre uma infância simples e feliz na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, em meados de 1890. Embora seja um livro de leitura leve, vale observar os costumes da época, com destaque para as questões étnicas e raciais no Brasil, detalhes pouco explorados em outras obras.

Título: Minha vida de menina
Autora: Helena Morley
Companhia das Letras, 335 Páginas.

Estrela Amarela


“Com certeza não sou alguém especial ou importante. Eu sou uma garota comum, magra e de cabelos castanhos. Mas estou viva, estou aqui.
Sou sortuda?
Claro que tenho menos sorte do que as crianças que não são judias. Mas, a cada dia que passo aqui no gueto com meus pais e minha irmã, acho que se trata de algo mais que sorte. Trata-se de um milagre.”

Um relato sobre a segunda guerra mundial pelos olhos de uma criança.
Décadas depois de ter sobrevivido com sua família no gueto de Lodz, na Polônia, Sylvia Perlmutter relata para a sua sobrinha, a escritora Jennifer Roy, suas lembranças, medos e raros momentos de alegria nos anos em que passou vivendo escondida e com medo da ameaça do domínio de Hitler aos judeus.

Título: Estrela Amarela
Autora: Jennifer Roy
Cia. das Letras, 139 Páginas.

Eu sou Malala

“Venho de um país criado à meia-noite.
Quando quase morri, era meio-dia.”

Vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2015, a paquistanesa Malala Yousafazai compartilha com o mundo sua luta pela educação das garotas, igualdade de gênero e respeito em um país dominado pelo Talibã. Ela arriscou sua própria vida pelo que acredita.
Uma narrativa emocionante de uma garota forte, sonhadora e que deixa uma mensagem de paz, amor e tolerância por onde passa. Sem dúvida uma inspiração para meninas e mulheres de todas as nações, religiões e culturas.

Título: Eu sou Malala
Companhia das Letras, 342 Páginas.

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Espero que tenham gostado das dicas de leitura e, lembrem-se: o dia, mês ou ano só será das mulheres quando aprendermos a nos unirmos e empoderarmos.
Yes, we can do it!

Um comentário:

  1. Desses eu li Garota, Interrompida, quero ler os outros *-*

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