Contos


“Às vezes ela lambia o próprio braço só para sentir o gosto salgado de mar e ficava imaginando se era mística, mitológica ou apenas uma puta esquizofrênica vivendo uma realidade do avesso em uma dimensão aonde sereias só cantavam desgraças para marinheiros no coração frio do mar.”

Uma sereia resolve abandonar sua vida no mar para tentar experimentar e se reconhecer na arte, na poesia e na paixão da humanidade. 


“Aprendi a andar por muros e telhados muito silenciosamente. Aprendi a ser uma presença tão sutil e nebulosa como a própria noite que me circulava, que me preenchia, me inspirava e me expirava.”

Mistura de sonho e realidade. Uma mulher que conversa com gatos, rouba como eles e trocou os dias por uma vida noturna e sorrateira.


“Eu sou invocado pela névoa gelada, eu sou a âncora que afunda os que querem se afogar.
Eu vim sussurrar as palavras finais para uma menina que dorme, e as palavras são não acorde, não acorde, não acorde, meu amor.”

Se todos os suicídios que já aconteceram – e que ainda irão acontecer – fossem despertados por um espectro imortal, o que ele teria a dizer para a humanidade?


“Eu ainda sonho com ela todas as noites. Sonhos pálidos, nebulosos, muito frios e molhados. E eu acordo gritando, gélida e com lama nos pés, agarrada ao vestido com o qual você foi enterrada.”

Até onde nossas mentiras podem ir? Seria possível que elas sobrevivessem a nós?


“Quando saí de casa, não sabia qual seria o meu destino. Mas depois de caminhar até ficar suada e exausta, descobri: meu destino era uma árvore sem folhas.”

Uma garota sentada nas raízes de uma árvore morta não sabe quem é, muito menos para onde ir. Se você sabe o que é ter o coração batendo tão forte a ponto de sentir medo de que ele denuncie o seu medo de não ter um rumo na vida, seja bem-vindo.


“Comecei a rir, porque me lembrei dos meus pais.
De quanto dinheiro tinham gasto com terapia, remédios, clínicas. Dinheiro jogado pela janela. A loucura vencera.
Meu destino era ser louca, sempre foi. E eu estava feliz por agora saber alguma coisa sobre mim.”

Uma garota. Um artista. A loucura. O que acontece quando alguém desiste da sanidade? Será que algumas pessoas estão destinadas a enlouquecerem? Um pouco de arte e desejo no conto A Metáfora, vencedor do Prêmio Barueri de Literatura 2015.


“- Se você pudesse ler uma última história antes de morrer, qual seria?”

Uma história de suspense. Fausto, um jovem apaixonado, desconfia que sua tão querida Amanda esconde um segredo de família. Mas será que ele vai gostar do que irá descobrir?


“Febril por fora, gelada por dentro.
A jaqueta de couro dele tinha cheiro de setembro.
Da época do começo de primavera, aquele ventinho frio e ridiculamente fantástico. Sim, era setembro.”

É setembro, e Violeta vive um drama: dividida entre duas paixões mornas, que não enrolam nem desenrolam. Uma noite, uma garota, uma tragédia.


“– Vou te contar uma coisa sobre as bruxas: não somos fadas. Não somos musas, ninfas, nem nada do tipo. E não estou aqui para inspirar você.
Ele colocou o violão de lado, ainda deitado na cama.
- Você ficaria surpresa se soubesse das coisas que o destino pode fazer.”

Um romance bem humorado que se desenrola no dia mais mágico do ano, o famoso Halloween, quando a fronteira entre nosso mundo e o mundo dos seres invisíveis desaparece durante exatas 24 horas.


“A solidão me chamava. O silêncio era absoluto quando entrei em casa e tirei os fones, mas de maneira alguma me senti sozinha: sentia as sombras passando pelos cômodos.”

Uma história encontradas em meio aos cadernos velhos de uma garota de quinze anos que só desejava sobreviver ao Ensino Médio e alimentar sua paixão por escrever.


“Desde que eu nasci, conheço o rosto da Morte.
Era ela quem se inclinava sobre o meu berço e me ninava com canções fúnebres, quando eu não passava de apenas um bebê.”

Em três capítulos cheios de adrenalina, se desenrola a história de Katrina, uma garota nada comum, que teve desde a infância uma melhor amiga muito peculiar: A Morte.



“Foi o pior, mais terrível, mais longo, mais exaustivo, mais repulsivo, mais cruel e mais infeliz mês da minha vida.”

Primeiro texto publicado no blog, A Hóspede foi vencedor do Prêmio Barueri de Literatura em 2009, ficando em terceiro lugar em sua categoria. É uma história fantasiosa que se passa no século XIX, com um leve toque de suspense, que eu escrevi aos 14 anos.

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